Celulite
Considerando
a formação de
celulite como uma
alteração
circulatória e
retenção de
líquidos, com o decorrer
do tempo, as células de
gordura (adipócitos)
aumentam de tamanho e se acumulam
formando grumos
celulíticos.
Esses
grumos são as
trabéculas conectivas
(ligamentos que fixam a pele
à superfície do
músculo) que arqueadas
devido à pressão
das células de gordura e
retenção de
líquido, dão
à pele o aspecto de "casca
de laranja" (celulite inicial
grau 1 e 2).
Essas
retrações
associadas a outras
alterações diminuem
o fluxo arterial e interrompem o
fluxo venoso da pele. Entretanto,
a derme, a epiderme e a
hipoderme, recebendo pouco sangue
e oxigênio, começam
a produzir e reter
substâncias tóxicas
no tecido conjuntivo (celulite
grau 3).
O
tecido conjuntivo é o que
mais sofre pois permanece durante
meses com déficit de
sangue, oxigênio,
retenção de
proteínas de alto peso
molecular (aumento de
mucopolisacarídeos) e
substâncias tóxicas,
fazendo com que as
trabéculas conectivas
comecem a fibrosar (celulite grau
4).
Fibrosando,
o tecido endurece e se retrai
ainda mais, piorando o quadro da
celulite (grau 4) e ela já
é visível sem
pressão ou
contração
muscular.
Como
os déficits
circulatório, de
nutrientes e de
oxigenação
persistem, ocorre aumento de
flacidez com piora da celulite,
onde se tem um quadro
clínico de celulite
intensa cicatricial e flacidez da
pele.
A
celulite é uma
alteração exclusiva
do sexo feminino. A mulher
apresenta as trabeculas
conectivas no sentido
perpendicular à pele e
regiões específicas
onde há acúmulo de
células de gordura,
alteração
circulatória intra e
extra-celular e
retenção
hídrica ligada à
disposição de
proteínas de alto peso
molecular.
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